dois mil e oito

janeiro 20, 2008

Em ano novo sempre se faz promessas. Nunca fiz. Tenho que fazer pra começar o ano com alguma coisa diferente. Odeio fazer promessa. Vida não é projeto. E promessa não é planejamento. É só promessa. E se promessa é dívida e eu prometo pra mim mesmo, se não cumprir eu pago a dívida pra mim mesmo também. Acho que vou criar um blog. E escrever sempre. Mesmo se for para escrever sobre nada. E escrever sobre nada quase sempre. Tenho que mergulhar mais, principalmente no inverno, mas quando não tem vento sul, porque quando tiver… ir pra praia pra ver o vento. Até porque não se pode ver o vento quando se mergulha… pelo menos não debaixo da água. Quando chover fica mais em casa, pra cozinhar e tentar receitas diferentes. E comê-las, claro. Mas nada de receitas daquelas metidas a besta. Fazer arroz com galinha ao invés de receitas metidas a besta. Apreciar um bom arroz com galinha. E não apreciar nada metido a besta… receitas ou pessoas. Apreciar pessoas que apreciam arroz com galinha ou não… podem ser vegetarianas mas aí arroz com galinha de soja. Tudo tem de soja, galinha deve ter também. E acho que vou comer mais coisas de soja. Mas nada de soja que seja metida a besta. Chega de soja. Então preciso mais chocolate… amargo… com café. Não chega de café. Café é bom demais. Chocolate também. O de soja também. Mas não vou dar chocolates de presente. Pessoas especiais não merecem chocolates de presente. Mas alfajores merecem sim. As genéricas é que merecem… chocolate é presente genérico. Não tem erro, todo mundo gosta… até vegetarianos. Mas até eles devem concordar que o único presente menos genérico que chocolate é “vale-presente”… vale-CD, vale-DVD, vale-livro… essas coisas que se ganha no amigo secreto de alguém que não é amigo de verdade. Por isso é amigo secreto quase sempre é pessoa genérico. Pessoas especiais não dão chocolate, mas dão CDs, DVDs, livros. Porque esses sim carregam significado. Chocolate é bom, mas não carrega nada… muito açúcar claro… mas é bom e todo mundo gosta. Inegável. Até as pessoas especiais. Mas essas se presenteia. E só. Com significado. E só. E quando se presenteia, não se espera retribuição. Não é pra isso que presentes existem… muito menos por uma retribuição se presenteia. Se eu quisesse uma retribuição não daria presente. Daria um tapa. Ou participaria de amigos secretos com pessoas genéricas… que todo mundo participa mas ninguém gosta. Dar um vale-CD e receber um vale- livro não carrega significado. Pode até ser divertido às vezes. E prático. Mas ainda bem que ano passado não participei e não pretendo participar neste também não. Mas vou me dar alguns vale-livros, vale-DVDs e até chocolates. Eu não sou meu amigo secreto e também não preciso ter significado sempre. Chocolate é bom, e só. Cerveja escura também é boa… quando é das boas, claro. Tenho que tomar mais… mas não muito. Tomar nas terças-feiras. Tomar nas quintas também. Principalmente no inverno quando tiver vento sul. Não gosto de vento sul. Poderia ter menos neste ano. Ou mais pra ficar mais em casa… tenho uma dissertação pra escrever. E escrever uma dedicatória às pessoas especiais… e não às metidas a besta. Essas provavelmente estarão na bibliografia. Depois que eu escrever até posso ficar besta… mas besta que toma cerveja escura nas terças-feiras tem estilo. Arroz com galinha não tem estilo. Eu nem sei o que é estilo?! Não deveria escrever sobre isso. Poderia escrever sobre “stylilng”… mas ficaria besta antes mesmo de escrever uma dissertação. Essas coisas de estilo são engraçadas para um designer que não desenha tão bem assim. Aí entra o argumento… que não tem estilo mas pelo menos foi suficiente pra me formar. Neste ano eu quero terminar meus estudos. Aí vou começar a aprender de verdade. Coisas úteis. Como receitas diferentes. Vou poder ler os livros que ganhei de mim mesmo com os vale-livros. Um bukowski e um dostoievski. Sobre o primeiro eu converso com quem toma cerveja escura. Com o segundo eu converso com quem come receitas metidas a besta. A barba do dostoiésvki tinha estilo. Mas eu não me preocupo com essas coisas.Nem com minha barba.Tenho que me preocupar mais com as coisas que bukowski se preocupava. Que não incluem uma dissertação. Mas tenho que escrever alguma coisa boa. Não um dostoievski mas também não um bukowski. Chega de livros. Até começar a escrever… pelo menos. Queria um copiar-colar de livros. Um gerador de lero-lero para dissertações. Ainda bem que alguém já quis essas coisas e que elas já existem. Mas eu não vou usá-las. Prometo. Promessa de ano novo. Ou promessa só. Eu me divirto com essas fabulosas invenções.Tenho que me divertir também nas segundas e quartas-feiras. Visitar pessoas especiais. Preparar arroz com galinha pra elas… menos pras vegetarianas. Visitar as que estão longe também… uma vez ao menos. E convidá-las pra que me visitem também. E nem precisa trazer presente. Presente pra mim mesmo seria aprender a desenhar um pouco melhor. Ainda não existe um “vale-aprender a desenhar melhor”. Pelo menos promessa de gastar um tempo pra isso. Para ser um designer que não desenha tão mal assim. E argumento é um argumento importante só pra quem não desenha mesmo. Ainda bem que sou engenheiro. Mas também não calculo tão bem assim. Mas sei fazer um bom café. E não pretendo aprender a calcular melhor. Eu acho meu café bom. E devo fazer mais café em casa. E tomar mais bons cafés por aí. Até com chuva. Café com chuva é bom. Café é bom com qualquer coisa… menos com arroz com galinha. Mas depois é bom sim. Tenho que tomar mais chá também. Mas só em casa. Chá com narguilé é bom. Tão bom quanto café com chuva. Melhor é narguilé, chá e gamão. Parece metido a besta… mas é bom. Jogar qualquer coisa… pode até ser nas segundas e nas quartas. E quero melhorar o espanhol. Parece que se esquece tão rápido quanto se aprende. Pelo menos ler em espanhol. Mas chega de livros. Ou filme em espanhol. Alguns são bons. Outros são só em espanhol mesmo. Rap em espanhol é bom. Não como rock em inglês. que quase sempre são bons. Os velhos são. Os novos não. Rock novo não é como arroz com galinha. Os velhos são. Simples e bons. Nada de ser besta. Se uma banda velha vier pra cá eu vou. Mas rolling stones não. São velhos que não sabem que são. Só isso. Diferente dos outros velhos. Tenho que aprender a envelhecer neste ano. Pelo menos envelhecer um ano em um ano. Não mais que isso. Porque se neste ano eu envelhecer 5 anos… vou ficar tão velho quanto alguém de 8 anos. Quando eu tinha 8 anos gostava de ganhar chocolate de presente. Mas hoje prefiro presentes com sigificado. Acho que essa é uma das poucas coisas que me diferenciam de mim mesmo com 8 anos. Além das contas, da barba e da dissertação pra escrever. Antes tinha dever de casa. Então acho sobra que só as contas e a barba. E hoje eu vejo que tudo que eu queria com 8 anos para quando tivesse 28… eu consegui. Eu queria se grande. Mas não tinha pensado em ficar velho.Não que eu seja velho. Mas velho pra um menino de 8 anos é quem tem barba e paga as próprias contas. Coisas chatas de gente grande e velha. Não gosto de fazer barba ou contas. E pagar contas é pior que fazer contas. Escrever contos deve ser legal. Talvez escreva, mas não prometo. Mas tenho idéias pra contos. Uma delas é um sobre o mickey mouse. Nunca li um conto sobre ele. Também não gosto das revistas dele. Mas dos desenhos eu gosto. Mas nesse ano quero ver mais desenhos do pateta do que dele. Prefiro o pateta. Ele é menos metido a besta. E deve gostar de cerveja escura. Eu acho. Ele tem cara. E nas promessas há sempre as coisas que se promete que vai comprar. Vou comprar o que puder pagar. E só. E ainda bem que posso comprar muitas coisas e que posso pagar todas elas. Não tudo… claro. E como não me preocupo com estilo. Consigo comprar coisas que um designer acha que são boas. E estilo fica nos produtos que são vendidos pra quem não consegue pagar por eles. Pagam por “styling” e não sabem o que isso significa. Se soubessem acreditariam mais em argumentos do que em desenhos. Eu acho. Mas falar de styling é ficar metido a besta. Vou comprar presentes que possa pagar e vou presentear. Coisas tão simples e cheias de significado quanto um anel comprado no lugar mais estranho do mundo. Ou no lugar mais cheio de significado do mundo estranho. Uma pessoa especial merece um presente tão especial assim. Ou comprar e presentear livros lidos. E ler não gasta livros. Mas com dedicatórias. E elas sempre significam mais que o livro todo. E livro com dedicatórias são pra pessoas especiais. Pras outras… “vale-livros”. Nunca soube explicar o que são pessoas especiais. Talvez esse ano consiga. Talvez não. Acho que não. O mundo, estranho ou não, pode ser divido em pessoas especiais ou não. Mas também em pessoas que tomam coca light e não. Mas pessoas especiais são especiais. E só. Ainda não sei se algumas delas podem ser metidas a besta. Talvez esse ano descubra. Talvez não. A maioria das coisas que se pensa que vai acontecer no ano… não acontece. Mas mais filmes eu vou ver. Os do Tim Burton e os de super-heróis. Ele poderia fazer um desses. Vou ao cinema sozinho. Nunca fui. Parece triste. Mas aí tomo algumas cervejas escuras e vou. Filme do Tim Burton deve combinar com cerveja escura. Os filmes dele são sempre escuros. E são tão bons quanto boas cervejas escuras. Cinema sozinho pode ser em uma segunda-feira. Ou em qualquer dia desde que seja estréia de um super-herói do Tim Burton. Ele não vai fazer. Não que eu saiba… por enquanto não. Super-herói, alem do pateta… claro… tem que ler alguns diferentes. Anti-heróis. Daqueles que comem arroz com galinha. Daqueles que vão ao cinema sozinhos. Eles tomam coca light ou não. Deve existir algum andando por aí. Mas eu não falaria com ele. Não falo com estranhos. Isso quer dizer que não falo com ninguém porque não existe alguém que não seja estranho. Pelo menos depois de se conhecer. Pessoas genérica são estranhas… todas estranha e genericamente iguais. E os mais estranhos são os mais divertidos. Alguns são especiais outros só bebem coca light ou não. Tenho que falar mais com estranhos. Na verdade os mais estranhos sempre falam comigo. É carma. Deve ser. Mas é divertido. Outro carma é ter que ver partir pessoas especiais. Esse não é divertido. Nem um pouco. Os especiais vão e os estranhos vêm. Esse ano vou deixar ir… inclusive os estranhos. Se forem seria menos divertido. E alguns deles são especiais. Mas no começo não dá pra saber. Mas se são também se vão. Eu fui. E voltei. Posso ir outra vez. Não se sabe. Mas nesse ano não devo ir. Tenho um ano pra ficar aqui. E não ir é bom também. Viajar também é. Esse ano eu viajo. Essa promessa é dívida mesmo. Até sozinho. Com cervejas escuras pelo caminho… claro. E estranhos. Acho que vou pela América Latina. Assim melhoro o espanhol. Menos se for pra Argentina. Não se fala espanhol lá. Se fala qualquer coisa parecida com o que se fala em Canasvieiras… até com vento sul. Mas vou depois de escrever a dissertação. E poder passar uns dias sem trabalhar. Eu gosto de trabalhar. Ano passado apostei demais no trabalho. Perdi. Mas recuperei. Não o mesmo trabalho… mas outro ainda mais divertido. Gostar de trabalhar não é ser metido a besta. E trabalhar e não gostar é ser besta. E trabalhar só pra comprar coisas que não se pode pagar é ser mais besta ainda. Trabalhar com fone de ouvido é bom e tenho que ter cuidado pra não ficar surdo. E escutar mais tool e menos a perfect circle. Mais rap em espanhol. Mais rock velho. E velho no rock é mais de 10 anos. Se bem que de faz 10 anos que não aparece nada bom no rock. Só tool e perfect circle mesmo. Fone de ouvido é bom pra afastar estranhos e bestas. Mas é difícil conversar com quem está com fones. Tenho que encontrar um jeito mais fácil de conversar comigo. Não eu… mas os outros. Eu converso comigo com fones de ouvido mesmo. Mas nesse ano quero descobrir porque ninguém vai com minha cara quando me conhece. Pelo menos na primeira impressão. Talvez seja o fone de ouvido. Mas eu sempre tiro pra conversar. Tenho bons modos… pelo menos eu acho. Mas quando quem não gosta de mim me conhece mesmo… acaba gostando. Eu não sou metido a besta… até porque tenho bons modos. Só não tenho aquilo que não posso pagar. Nunca comprei bons modos. Mas hoje se pode comprar qualquer coisa. Inclusive o que não se pode pagar. E comprar pra ter é mais importante que fazer pra significar. Como se comprar um livro valesse mais que escrever a dedicatória. Pra alguns vale. Mas pra quem é especial não. Um dia ainda escrevo um livro. Mas nesse ano só posts e talvez um conto… que pode vir a ser um livro. Mas a única coisa que tenho que escrever é a dissertação mesmo. Vou me preocupar mais com saúde. Importante. Comer mais beringela. Que é saudável e eu gosto. E fazer exercícios. Não muitos. Só o suficiente pra saúde. Mergulhar é saudável também. Ainda bem. E vou escrever pro ari almeida. Ele pode ler o blog que vou criar. Mas o dele é melhor que o meu. Certeza. Vou passar o carnaval com estrangeiros. Carnaval devia ser só pra estrangeiros. Eles gostam e até fazem o carnaval ficar divertido. Até pra brasileiros que não gostam de carnaval. Escrevi demais.

3 Respostas a “dois mil e oito”


  1. Ótimo!!! Parabéns!!!
    mas grande… bem grande… hehehe

    []’s

  2. Bia Diz:

    “Não se fala espanhol lá. Se fala qualquer coisa parecida com o que se fala em Canasvieiras”…

  3. neiva Diz:

    legal..porém…graannnnnnnnnnde!srsrsr..bju


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